O atacante Paulinho sentiu dor na perna durante a vitória do Palmeiras sobre o Fluminense e deixou o vestiário preocupado, temendo um novo afastamento dos gramados após já ter passado 300 dias lesionado no ano.
O atacante Paulinho saiu abalado da casa do Palmeiras, mesmo após a vitória nos pênaltis sobre o Fluminense. O jogo garantiu o acesso do time alviverde à final da Libertadores, mas a preocupação do jogador é outra. Ele entrou no segundo tempo, mas sentiu dores na perna direita logo após alguns minutos em campo e terminou a partida mancando.
No vestiário, Paulinho relatou que ainda sentia o incômodo e mostrou-se visivelmente preocupado com a situação. O motivo é que ele possui um histórico de lesões que o tiraram de campo por longos períodos. Não é à toa que o atleta ainda não conseguiu reencontrar sua melhor forma física.
O peso do passado nos gramados
- O técnico Abel Ferreira: O treinador explicou que Paulinho carrega 'dois sentimentos' dentro de si: a alegria pela classificação e o medo de se lesionar novamente.
- O longo afastamento: O jogador esteve mais de 300 dias afastado dos gramados antes de voltar a jogar em maio deste ano.
- A origem do problema: A principal lesão foi uma fratura por estresse na tíbia, sofrida em julho do ano passado, durante o Mundial de Clubes.
- Novas intercorrências: Após o retorno, Paulinho sofreu outras três lesões menores, incluindo entorses e problemas nos músculos da coxa e da perna.
- A cirurgia necessária: Dias após o Mundial de Clubes, ele precisou passar por uma segunda cirurgia em oito meses para tentar resolver o problema na perna direita.
O técnico Abel Ferreira comentou a situação do jogador em entrevista coletiva após a partida. 'Ele teve uma lesão que não foi fácil de resolver e voltou a se lesionar. Vocês devem imaginar que dentro dele há dois sentimentos', disse o treinador. Por enquanto, o clube ainda não possui maiores informações sobre a gravidade da possível nova lesão sofrida durante a semifinal.
A recuperação ainda inacabada
Paulinho voltou a jogar apenas em maio, após um longo período de 300 dias afastado dos campos. Esse tempo foi contado a partir do dia em que ele sofreu a fratura por estresse na tíbia, ainda no ano passado, durante o Mundial de Clubes. Na época, segundo Abel Ferreira, ele disputou aquele torneio no sacrifício para ajudar o time.
Dias depois da participação no Mundial, Paulinho teve de passar pela segunda cirurgia em um período de oito meses. Após esse procedimento e o retorno aos treinos, o caminho não foi livre de obstáculos. O atacante sofreu outras três lesões, que, embora menos graves que a fratura, impediram sua evolução física plena. Ele teve uma entorse no tornozelo em 26 de julho, uma lesão no músculo adutor da coxa direita em 2 de agosto e, 25 dias depois, uma lesão no tendão do adutor longo da perna direita.
Diagnóstico de condição especial
O coordenador médico do Palmeiras, Pedro Pontin, explicou que Paulinho chegou ao clube em uma 'condição especial'. Isso porque o jogador havia sofrido a fratura por estresse na tíbia da perna direita ainda quando atuava pelo Atlético-MG. Embora ele tenha sido operado pelos médicos do time mineiro, o atacante nunca conseguiu se livrar completamente das dores, que acabaram se tornando crônicas, o que explica a cautela com que ele é tratado atualmente.


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